Mãe de Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas, relembra infância cristã e fé do filho em entrevista
Emocionante depoimento de Célia Alves ao programa Rangel Cast traz detalhes sobre a criação evangélica de Alecsander Alves (Dinho), suas raízes na Bíblia e a forte intercessão materna durante o sucesso estrondoso da banda nos anos 1990.

GUARULHOS (SP) — Passados quase trinta anos da comoção nacional provocada pela queda do avião que dizimou a trajetória dos Mamonas Assassinas, em março de 1996, a memória do carismático vocalista Dinho continua gerando forte repercussão, desta vez sob uma perspectiva estritamente espiritual. Célia Alves, mãe do artista (cujo nome de batismo era Alecsander Alves), abriu o coração em uma recente participação no programa de entrevistas Rangel Cast para rememorar a criação religiosa do filho e a intensa jornada de orações que marcou a vida da família na cidade de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.
Durante a entrevista, Célia transportou os ouvintes e internautas de volta aos primeiros anos de vida do cantor, destacando que a infância de Dinho foi fortemente moldada pela rotina e pela liturgia evangélica. Segundo ela, a familiaridade com as Escrituras Sagradas começou muito cedo, impulsionada pelos cultos domésticos realizados no lar da família. Em um dos trechos da conversa, a mãe do artista pontuou que o garoto já demonstrava grande facilidade no manuseio da Bíblia sagrada, superando-a frequentemente nos momentos de estudo e leitura da Palavra. Além disso, Célia recordou que as primeiras experiências musicais e vocais do futuro ídolo do rock cômico nacional tiveram raízes na própria família, tendo Dinho aprendido técnicas iniciais de canto com seu avô, que exercia a função pastoral.
Outro ponto marcante revelado por Célia durante a transmissão foi a vivência espiritual precoce do filho. Ela relatou que o jovem recebeu o batismo no Espírito Santo quando tinha apenas oito anos de idade. Esse alicerce de fé, contudo, passou por testes severos com a guinada profissional de Dinho na música. Antes de estourar nacionalmente à frente do fenômeno pop-rock Mamonas Assassinas, o artista integrou a banda de rock Utopia. Com a explosão repentina da fama e o estilo irreverente adotado pelo grupo de Guarulhos, Célia confessou que sua postura como mãe mudou radicalmente, transformando-se em uma rotina de intercessão constante e diária para que o filho não se desviasse dos princípios cristãos que lhe haviam sido transmitidos no berço familiar.
A genitora também relembrou o momento em que recebeu uma direção pastoral a respeito da vida espiritual do rapaz, compreendendo que a atuação de Deus na trajetória do artista se daria por meios atípicos e surpreendentes. A partir daí, sua intercessão passou a abranger não apenas o bem-estar de Dinho, mas também a preservação espiritual de todos os demais integrantes da banda — Bento Hinis, Julio Rasec, Samuel Reoli e Sergio Reoli —, que conquistaram o Brasil de forma meteórica.
Ao rememorar os bastidores daquela época, Célia descreveu a sensação de acompanhar de perto a gestação do sucesso estrondoso, recordando os ensaios de músicas satíricas e bem-humoradas, como o hit “Robocop Gay”, direto do estúdio montado em sua própria casa. Para ela, olhar para trás é enxergar o sucesso astronômico dos Mamonas Assassinas como parte de um percurso singular e reservado pelo Criador para a vida do filho, cuja partida precoce deixou uma lacuna imensa na cultura brasileira, mas cuja história de fé continua ecoando nos corações do público evangélico e de admiradores por todo o país.
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Fonte de apuração: Fuxico Gospel
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