André Valadão se pronuncia sobre movimentações financeiras atípicas na Lagoinha Belvedere
Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente da Lagoinha Global explicou a autonomia jurídica das filiais, negou o uso de dízimos nas transações investigadas e confirmou o fechamento definitivo da unidade em Belo Horizonte.

O líder denominacional e presidente da Lagoinha Global, pastor André Valadão, veio a público por meio de suas redes sociais para prestar esclarecimentos em relação a recentes reportagens que citam movimentações financeiras atípicas vinculadas à Igreja Batista da Lagoinha no bairro Belvedere, localizado na região sul de Belo Horizonte. O pronunciamento oficial buscou detalhar o funcionamento administrativo da instituição e delimitar as responsabilidades sobre os fatos que vêm sendo apurados pelas autoridades policiais.
Durante o comunicado, Valadão enfatizou a distinção entre a administração central da congregação e a gestão exercida no campus do Belvedere. De acordo com o religioso, a denominação opera sob um modelo em que as dezenas de unidades espalhadas pelo país e pelo mundo possuem independência administrativa. Cada filial conta com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) próprio e gerencia suas contas bancárias de maneira autônoma, sem ingerência direta do comando central.
No período objeto das investigações, a liderança e a gestão financeira do campus Belvedere estavam sob a responsabilidade direta do pastor Fabiano Zettel. O presidente da Lagoinha Global reiterou que a cúpula da igreja não mantinha controle, gerência ou movimentação sobre os valores que trafegavam pelas contas daquela unidade específica. Ele destacou que a direção geral tinha conhecimento apenas da execução de obras no local, desconhecendo totalmente o montante expressivo das transações financeiras reveladas posteriormente pelos relatórios policiais.
Outro ponto central abordado no pronunciamento diz respeito à natureza dos recursos investigados. Conforme as informações repassadas à liderança da denominação, os valores colocados sob suspeita pelas autoridades não têm origem em dízimos, ofertas ou contribuições voluntárias dos fiéis que frequentavam a congregação. As quantias apuradas pelas forças de segurança decorrem de captações e negociações de caráter privado, conduzidas diretamente pelo ex-gestor do campus.
Assim que os primeiros desdobramentos e menções públicas envolvendo o Banco Master vieram à tona, no mês de novembro de 2025, a cúpula da Lagoinha tomou providências administrativas imediatas. O pastor Fabiano Zettel foi prontamente suspenso e afastado de todas as suas funções ministeriais e operacionais na igreja. Na sequência, diante da gravidade do cenário e com o intuito de preservar a transparência institucional, as atividades da Lagoinha Belvedere foram encerradas de forma definitiva.
O pronunciamento de André Valadão gerou forte repercussão no cenário ministerial e no mercado fonográfico gospel do país. O pastor defendeu abertamente a condução rigorosa do processo de apuração por parte do Poder Judiciário e do Ministério Público. Ele reforçou a posição de que a denominação não concorda com eventuais desvios e que falhas e condutas de indivíduos não podem ser atribuídas ao corpo geral da igreja de forma generalizada.
O líder religioso ressaltou que a Lagoinha mantém compromisso com a verdade, declarando que a igreja não busca proteger atitudes incorretas, tampouco criar obstáculos para o trabalho das autoridades. O objetivo da denominação é que todas as circunstâncias sejam devidamente elucidadas e que cada pessoa citada na investigação responda na medida exata de seus atos perante a lei.
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Fonte de apuração: Fuxico Gospel
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